De nascença vim ao mundo com uma fé inabalável e uma alegria que está no fundo de tudo em mim, mesmo no fundo da minha maior tristeza. Essa é uma consciência inabalável, sutil e complexa, inexplicável, de que estou sempre dando para e recebendo de Deus e que meu contato é sempre com Ele em todas suas formas. As pessoas e situações surgem e à medida em que desenvolve-se nosso contato, mais ou menos profundo, mais ou menos duradouro, reconheço nessas a expressão a e comunicação com Ele. A conversa com Deus tem gramática e dicionário!
Vejam, essa consciência me retira o direito de esperar que as pessoas me retribuam o que quer que seja dentro do nosso tempo de convívio, seja esse bom ou mau. Também elas seguem seus próprios caminhos e sua comunicação com Ele, em sua maior ou menor capacidade e consciência, e isso é o que conta.
Posso afirmar que essa condição de fé tem tempos de mais ou de menos brilho dentro de mim, e que a as ocasiões em que agi com vilania ou indiferença a Ele através do outro me envergonha e me educa. O caminho de minha reversão a Ele se dá pelo caminho da consciência da minha precariedade, e que a voz gentil que fala dentro de mim é a voz do nosso diálogo.
Meus amigos, o que conta é sermos dignos de nossas vidas e nossa condição humana em todas as situações. Agir com aquilo que se tem nas mãos e perante os olhos.
Belém, 14 de Setembro de 2025.
Carolina Faria

* Este bilhete dedico a minha querida Andreia Ferreira.